História
Um pedacinho da história da Academia
Seis irrequietos estudantes, um professor e um teatrólogo se reuniram, numa sala de aula gentilmente cedida pela direção da então Escola de Comércio, e resolveram fundar uma instituição cultural. Isso ocorreu no dia 12 de maio de 1962, há 40 anos, portanto. Deram-lhe, inicialmente, a denominação de Academia Cachoeirense de Letras “Benjamin Silva”. Dessa primeira reunião lavrou-se uma ata, que foi assinada pelos presentes: Evandro Moreira, Bruno Torres Paraiso, Sérgio Gonçalves Lofêgo, José Augusto Marcos Coutinho, José Elias Aoni Filho, Solimar Soares da Silva, Marco Antonio Coelho e Paulo de Tarso Medeiros. Consta dessa primeira ata:

“(...) Atendendo à convocação feita através de jornais, da Rádio Cachoeiro de Itapemirim e de convites pessoais, reuniu-se um certo número de intelectuais sob a presidência do poeta Evandro Moreira, auxiliado pelo prof. Sérgio Gonçalves Lofêgo, o qual de posse da palavra explicou o objetivo da reunião: fundar-se uma associação de literatos, o que de há muito Cachoeiro necessita. Assentou-se que a denominação seria “Academia Cachoeirense de Letras “Benjamim Silva”, sendo que o termo “Letras” motivou discursos paralelos. O teatrólogo Aoni Filho esclareceu à assembléia que não era presunção adotar-se o termo em epígrafe. Declarou-se então fundada a Academia, estabelecendo-se a data de 19 de maio, às 14 e 30 horas, como a da próxima reunião, para a qual seriam distribuídos novos convites em forma de circular. Adotou-se também a pauta da sessão seguinte: a fixação do número de cadeiras e respectivos patronos, através de estudo mais apurado. (...) ”

Uma semana depois, ou, mais precisamente, no dia 19 de maio, realizou-se a segunda reunião, desta feita na Casa do Estudante. Eis um trecho da segunda ata:

“(...) Novamente em pauta o problema da denominação: um grupo classifica de muito longa e incômoda a denominação de “Academia Cachoeirense de Letras “Benjamin Silva”. Outro grupo, tendo à frente o prof. João Baptista Herkenhoff, propõe que a entidade se denomine Academia Cachoeirense de Letras, proposta esta que levou a melhor, apesar da aposição do primeiro grupo liderado pelo prof. Sérgio Lofêgo. Estabeleceu-se ainda que Benjamin Silva mereceria outra homenagem especial: seria patrono da cadeira número um. (...)”

Nesse mesmo dia 19, foi eleita a diretoria provisória da Academia. A essa reunião compareceram 16 intelectuais: Evandro Moreira, Bruno Torres Paraíso, Tróphanes Ramos, Lourival Serrão, Eliseu Lofêgo, José Elias Aoni Filho, Raymundo Estevão Pereira, Ney Santos Vianna, Solimar Soares da Silva, Marco Antônio Coelho, Sérgio Gonçalves Lofêgo, Paulo Estellita Herkenhoff, Paulo de Tarso Medeiros, José Augusto Marcos Coutinho, Pedro Estellita Herkenhoff e João Baptista Herkenhoff.

No dia 22 de maio daquele mesmo ano de 1962, ainda na Casa do Estudante, realizou-se a terceira reunião, a que estiveram presentes, segundo a ata, “ (...) cinco novos intelectuais: jornalista Solimar de Oliveira, Athayr Cagnin, Elviro de Freitas, Walter Montemor e Manoel Gonçalves Maciel. Levanta-se dúvida quanto à condição desses novos elementos: seriam considerados membros fundadores da ACL? (...) Após prolongadas discussões, o filólogo Eliseu Lofêgo apresentou uma proposta apaziguadora, vazada nos seguintes termos: Seria inserida na ata anterior emenda na qual constasse o nome dos 16 membros presentes à reunião (realizada no dia 19 de maio), dando-lhes a condição de fundadores. A situação volta assim ao normal e os trabalhos prosseguem com a proposta do acadêmico João Baptista Herkenhoff, acolhendo os nomes dos 5 intelectuais presentes à sessão de hoje, e que merece a melhor aprovação. (...) ”

Em resumo, são considerados fundadores, além dos 16 presentes à segunda reunião, realizada no dia 19 de maio de 1962, também os 5 intelectuais que participaram da terceira sessão, no dia 22 de maio do mesmo ano, num total, portanto, de 21, que são os seguintes: Evandro Moreira, Bruno Torres Paraíso, Sérgio Gonçalves Lofêgo, José Augusto Marcos Coutinho, José Elias Aoni Filho, Solimar Soares da Silva, Marco Antônio Coelho, Paulo de Tarso Medeiros, Tróphanes Ramos, Lourival Serrão, Eliseu Lofêgo, Raymundo Estevão Pereira, Ney Santos Vianna, Paulo Estellita Herkenhoff, Pedro Estellita Herkenhoff, João Baptista Herkenhoff, Solimar de Oliveira, Athayr Cagnin, Elviro de Freitas, Walter Montemór e Manoel Gonçalves Maciel.

Apenas 9 desses membros-fundadores da Academia permanecem na entidade: Evandro Moreira, Bruno Torres Paraíso, José Augusto Marcos Coutinho, Paulo de Tarso Medeiros, Ney Santos Vianna, João Baptista Herkenhoff, Athayr Cagnin, Manoel Gonçalves Maciel e Solimar Soares da Silva. Os demais já se despediram e tomaram o rumo da eternidade.

De acordo com o art. 23 do Regimento Interno da ACL, são considerados Precursores da Academia o professor Sérgio Gonçalves Lofêgo, o teatrólogo José Elias Aoni Filho e os então estudantes Solimar Soares da Silva, Evandro Moreira, Bruno Torres Paraíso, José Augusto Marcos Coutinho, Marco Antônio Coelho e Paulo de Tarso Medeiros, que participaram da primeira reunião de fundação da entidade, no dia 12 de maio de 1962.